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16/09/2014 - 15:00
Por uma política em prol da saúde do servidor

*Por Arthur Lobato

Ao se trabalhar no eixo teórico/prático, buscando analisar a relação entre trabalho, saúde mental e o adoecimento do trabalhador, o projeto de Saúde e Segurança do Servidor do SINJUS-MG segue a linha de pensamento contida no Manifesto de pesquisadores e trabalhadores do campo Saúde Mental e Trabalho assinado pelos maiores especialistas do tema no Brasil, onde se afirma que: “A pressão e a intensificação do trabalho não podem ser naturalizadas e tampouco as práticas de gestão adoecedora das empresas, centradas na exigência de produtividade e estipulação de metas inalcançáveis”. 

No serviço público, há uma tendência atualmente de implementar técnicas e metodologias de gestão empresarial, praticadas na iniciativa privada, sem que haja estudos que relacionem os efeitos desta nova organização do trabalho sobre a saúde do servidor.  

Entre as preocupações com a saúde do trabalhador chama a atenção o aumento de transtornos mentais e emocionais, que podem ter relação com o trabalho. Estudos apontam uma relação entre o adoecer e a organização do trabalho.  Por isso, é necessário informar, pesquisar, debater e escutar o servidor; aquele que faz o trabalho, buscando uma intervenção, a partir da elaboração de uma política em prol da saúde do servidor.  

Devemos nos perguntar: o que faz o trabalho ficar insuportável? Que transformação é essa? Por que pessoas que eram “satisfeitas com o trabalho”, segundo suas próprias palavras, sofrem uma mudança emocional?  

Podemos supor que sejam questões relacionadas às condições de trabalho e à gestão de pessoas que, objetivamente, imprimem no ambiente laboral inúmeras situações de mal estar, de adoecimento, de desanimo e desmotivação.

Pensamentos, sentimentos, afetos, são componentes de nosso mundo interior. Mas pensamentos, afetos e sentimentos não são mensuráveis.  Já dizia o poeta “a dor, só cada um de nós sabe como é”.

Portanto, além de pesquisas e cruzamento de dados envolvendo os diversos setores da instituição, é essencial a participação de todos num projeto de saúde do Poder Judiciário, para construção de uma política que aponte os problemas que perpassam a organização do trabalho, a partir do saber de quem faz o serviço.

Pensando nisso, o SINJUS luta pela criação de um “Núcleo Paritário de Saúde e Segurança no Trabalho”. Faz parte das nossas reivindicações. Está entre os objetivos que queremos alcançar na atual gestão do TJMG, pois acreditamos que todos irão ganhar com esse projeto de saúde. Aliás, a questão do absenteísmo no judiciário, pode está entre os potenciais inibidores da produtividade e da melhoria da prestação jurisdicional.  

O SINJUS-MG é a voz do servidor do judiciário de segunda instância. 

Encerro este artigo com mais uma reflexão:

“Os adoecimentos, em nosso entender, continuarão a ocorrer enquanto não se romper com a lógica de exploração do trabalho que não considera que os seres humanos necessitam dos períodos de atividade e de repouso, do espaço para uso da criatividade e autonomia, da liberdade de pensar, refletir e decidir, da possibilidade de agir utilizando suas capacidades e que a realização profissional passa pela real convivência, pelo reconhecimento social e pelo sentimento de que seu trabalho contribui para a construção de uma sociedade que priorize a vida e a saúde dos seres vivos.”

Leia na íntegra: Manifesto de pesquisadores e trabalhadores do campo Saúde Mental e Trabalho

 
*Arthur Lobato é Psicólogo, coordenador do Plantão de Atendimento às Vítimas de Assédio Moral do SINJUS-MG.

Colaboração: Jonas Pinheiro de Araújo, diretor de saúde do SINJUS-MG.

 

 

 


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