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09/10/2012 - 15:00
Sinal vermelho para exclusão social

O combate ao assédio moral continua sendo uma prioridade para a diretoria do SINJUS-MG, já que as denúncias dos servidores não param. Apesar da negação do problema pela instituição, o adoecer dos servidores, como consequência do autoritarismo das chefias, humilhações e injustiças vivenciadas no trabalho, é um fato inegável. A contradição do assédio é ser um mal invisível no ambiente de trabalho.

Ao abordar a inserção social dos (d)eficientes no TJMG, o primeiro sentimento é de satisfação ao ver a instituição praticar o direito de todo cidadão tornar-se servidor público após aprovação , a menos que se dêem condições de trabalho diferenciadas, o projeto “instituição cidadã” não passará de mais um instrumento de humilhação e adoecer.

Ser humilhado afeta a autoestima e nossos valores subjetivos, pois, apesar de racionais, também somos regidos pela emoção, pelo sentimento. Não poder reagir diante de injustiças constantes, ser obrigado a aceitar o autoritarismo das chefias, ver os colegas de trabalho indiferentes, ser isolado do grupo por alguma diferença, tudo isso pode levar ao adoecer psíquico do trabalhador.

Não se pode exigir o mesmo ritmo de trabalho no quesito digitação, por exemplo, para um servidor que tenha um problema no braço. Outro servidor com problemas visuais parciais terá dificuldade com os pequenos números dos códigos dos processos. Não se pode exigir de quem usa muletas carregar processos e subir escadas. Ao receber os novos servidores com (d)eficiência, cabe às chefias aproveitar sua capacidade e adaptar as condições de trabalho, colocando-os em atividades onde possam render tanto quanto seus colegas, garantindo a produtividade do grupo e a verdadeira inclusão social.

Assim, evita-se a possibilidade de ocorrer o assédio moral horizontal. Ou seja, quando o grupo de trabalhadores exclui outro colega do convívio profissional, humilhando, rebaixando e menosprezando sua imagem e trabalho. Aquele grupo de servidores que acompanha com sorrisos mudos as “brincadeiras” de mau gosto com um colega (d)eficiente é cúmplice disso. A solidariedade e a ética são pontos essenciais para o trabalho em equipe, como é o caso do serviço público. As chefias que permitirem essas atitudes, por serem omissas ou ausentes, também podem ser responsabilizadas pelo adoecer do servidor, assim como a instituição que permite a existência do assédio moral por omissão ou desconhecimento. O servidor (d)eficiente têm o direito de se sentir útil, produtivo, capacitado e inserido no mundo do trabalho de forma digna.

A prática do assédio moral, no entanto, não se restringe apenas aos portadores de deficiência física, pois qualquer diferença pode fazer do trabalhador uma vítima de assédio moral no seu ambiente de trabalho. Preocupado com as crescentes denúncias envolvendo autoritarismo das chefias, o SINJUS-MG está elaborando um Plano de Ação para apresentar ao TJMG, que trata da necessidade de se realizar pesquisa sobre o assunto e delinear as estratégias de intervenção em relação aos abusos cometidos.

*Arthur Lobato
psicólogo e pesquisador da saúde do trabalhador

Artigo para o jornal EXPRESSÃO SINJUS, do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais. 

 


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